domingo, 18 de outubro de 2009

COMÍCIOS



A política sempre correu no sangue do povo tiriricano.
As disputas eleitorais para prefeito são quentes e a participação popular é intensa e muito importante.
Nesta foto de 1962, em frente à Prefeitura os preparativos para mais um grande comício. Caminhões à postos com os eleitores já em cima. Sempre foi assim.
Passando à frente, Adson Pires, um destacado participante da vida política de Tiririca.
Nesta eleição Josias Duarte Santos (PSD) venceu Valdeque Almeida(UDN). Ainda houve um terceiro candidato, Gilberto Scaldaferri, que fez uma candidatura de protesto. Ele era do grupo do então prefeito Zé Bonfim, que apoiou Valdeque. Gilberto queria outra indicação e lançou-se candidato promovendo uma ruptura na UDN.
Dos quatro personagens aqui citados, três ainda mantém raízes com a política de Tiririca atual: Adson Pires: seu filho Ailton foi prefeito até o dia 31 de dezembro de 2008, transmitiu o cargo para Carlos Iervese em 1 de janeiro; Josias Duarte e Gilberto Scaldaferri: seus filhos Duda e Vilberto foram reeleitos vereadores. Duda é o atual presidente da Câmara Municipal.
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INAUGURAÇÃO


Inauguração em Tiririca é com uma boa feijoada. Quando o prefeito era Machadão era assim que se comemorava.

Esta foi a do calçamento da Rua das Flores (atual Rua Pedro Ribeiro) em 5 de abril de 1969.


Aparecem na foto diversos habitantes de Tiririca.



1. Adé, Silvério e Rode                     2. Dazinho                              3. Jorge de Doutor e Deraldinha



4. Zeca Pereira, Dr. Antenor, Ananias de Eliziário, Djalma Pedreiro e Manezim de Eliziário.

5. Fábio de Machadão

6. Jonas de Eliziário, Glorinha, Marlene de Ricardino, Gazo de Vavá Eliotério e Jovino de Juca Nunes.

7. Miro de Durvalino


8. Valnei de Sinhô Meira.                       9. Zé Pão de seu Gérson


O pessoal não larga o prato.
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SERRA E AS ESTRADAS



Serra (Albino Serra Filho) é um dos grandes motoristas de Tiririca. Cruzou este Brasil de norte a sul, de leste a oeste, incontáveis vezes. Conhece "cada palmo deste chão" (Renato Teixeira, na bela música Frete).
Serra, assim como a maioria dos nossos motoristas é um grande contador de casos.
E prova que não tem carteira de motorista tirada no balaio apresentando o documento de 8 de novembro de 1962, com os selos emitidos pelo Governo do Estado da Bahia, que garantem a autenticidade do mesmo.
Com Serra a viagem é tranquila.




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THOMAS JEFEFERSON E A IMPRENSA.


Principal autor da Declaração da Independência Americana, Thomas Jefferson (1743-1826), dizia que se tivesse que escolher, preferiria "uma imprensa sem governo a um governo sem imprensa".
Jefferson foi o terceiro presidente americano (1801-1809) e sua lição deveria ser adotada por muitos mandatários deste terceiro milênio.
A democracia agradece.
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DOUTOR ANTENOR. O GRANDE MÉDICO!


Dr. Antenor é a maior referência médica de Itiruçu. Mesmo tendo nos deixado, a 38 anos, em 1971, a população de Tiririca não o esquece.

Profissional dedicado totalmente ao trabalho, nunca se meteu em política partidária, apesar de ser convocado insistentemente por todos os partidos da terra. Entendia ele, com razão, que a política partidária divide a sociedade em opiniões contraditórias, e neste contexto, o profissional da saúde ficaria impedido de dedicar-se intensamente.
A medicina de Dr. Antenor era um sacerdócio. Assim como os padres não se casam para a dedicação total à religião.
A sua abnegação pelo trabalho levava-o aos mais distantes pontos da região para atender os enfermos. Transportava-o um jipe 1954. No final da sua vida, tinha uma Rural Willys. O seu motorista predileto era Luiz Gomes. Viajava até Iramaia e Machado Portela, passando por Maracás, Pé de Serra, Gavião, Capivaras e toda esta caatinga de Meu Deus, parando de casa em casa. Receitando, fazendo partos e tudo mais que se exige de um profissional da medicina. Os recursos da época eram... nenhum! Recorria à sua sabedoria e intuição para tomada de decisões, nem sempre fáceis, pois lidava com a vida humana.
Amigo de todos, tinha uma predileção especial pelos pobres, sem nenhuma demagogia. Visitava os lares mais humildes para almoçar, jantar ou fazer qualquer refeição.
Quando a parturiente era uma pessoa pobre ele levava um pedaço de carne e alguém da família assava-a, no espeto, em um fogão a lenha, para que ele ficasse comendo e tomando uns aperitivos até que a criança nascesse.
Batizou incontáveis crianças na região. Eu era um dos seus afilhados. Todas as famílias tinham orgulho de ter Dr. Antenor como compadre. Ele era realmente um membro de cada família de Tiririca.
Em 1971 morreu pobre, na visão capitalista. Para ele, na sua visão, ele era um rico. Rico de amizades. Rico porque cumpria a sua missão com sucesso. Rico porque todos o consideravam um grande homem.
Dr. Antenor Rodrigues Costa é uma personalidade que engrandeceu a nossa terra.
Dr. Antenor é um orgulho para Tiririca!

ESTA É UMA HOMENAGEM DO POVO DE TIRIRICA AO GRANDE MÉDICO, NESTE DIA.

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O PROTESTO DOS MÉDICOS


Hoje os médicos estão comemorando a data dedicada à sua profissão. Marcaram uma caminhada na Orla Marítima de Salvador, partindo do Farol da Barra.
O sindicato da categoria ergueu algumas faixas protestando contra os baixos salários e as condições de trabalho dos médicos, chamando-as de "condições degradantes".
Este fato leva-nos a refletir. Quando profissionais de nível superior reclamam sobre as condições e remuneração do seu trabalho, imaginem como estarão as condições dos trabalhadores de níveis inferiores da nossa escala social?
A medicina é o curso mais disputado nos vestibulares brasileiros. Isto obviamente pela recompensa  econômica e social que dá à pessoa que o procura.
Como será a condição dos trabalhadores rurais encarregados de produzir alimentos? Como estão o trabalhadores da construção civil que erguem as moradias? Como passam os motoristas que transportam os veículos e as riquezas por este chão brasileiro? Como vivem os garis que limpam a sujeira física da população? Como ...? Como ...?

DIA DO MÉDICO



















Hoje, 18 de outubro se comemora o  Dia do Médico. Estes bravos profissionais tem muito o que comemorar. A medicina, e a ciência como um todo, tem promovido um progresso jamais imaginado em tempos passados, para a melhoria da vida humana neste planeta.
Cada vez se vive mais e se vive melhor. E este benefício foi democratizado. Atinge todas as classes de cidadãos.
A medicina brasileira, particularmente, está em estágio bem avançado, não deixando nada a dever aos grandes centros dos países ricos da Europa e América do Norte.
Parabéns Doutores!
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O MAJOR ZÉ INÁCIO E A APOLO XI


Na foto Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin Aldrin.

Zé Inácio era um verdadeiro cavalheiro. Não era rico mais tinha classe. “Um gentleman”.

Era casado com dona Ana, filha do lendário Coronel Marcionílio Souza.
Quando os astronautas da Apollo XI chegaram à Lua, Zé Inácio brindou o evento épico com champagne e fogos de artifício na Rua Romeu Silva, esquina com a Rua Juracy Magalhães, em frente à Loja de Chico Machadão, onde se localiza hoje o prédio da Câmara Municipal.
Convidou o Dr. Antenor, que morava em frente, na Pensão de Glorinha e  outros homens  que ainda se encontravam acordados às 23 horas, 56 minutos e 20 segundos (horário de Brasília), na fria noite de 20 de julho de 1969 para comemorar.
Assim, graças ao Major José Ignácio Pinto, Tiririca ficou na história do mundo.
Enquanto o comandante Neil Armstrong proferia a famosa frase: “Um passo pequeno para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade”, num local denominado Mar da Tranquilidade no solo lunar, em Titirica o Major Zé Inácio, Dr. Antenor, Asterino, Dazinho, Jackson Ribeiro, Genival Coutinho, Leléu Ribeiro, Joel Bisurim, Juquinha Machado Santana, Gal Pires, Juca Nunes, Sinhô Meira,  Pedrinho, Antonio Machadão, Manoel Cerqueira, Tiofão, Mestre Oldack e outros já esquecidos, bebericavam o famoso e caro sumo fermentado francês em taças chiques e apropriadas. É bem verdade que alguns dos presentes estavam a preferir um certo destilado de cana, bebida bem mais barata e que mais conheciam em detalhes e fazia, deveras, melhor efeito.


Os outros astronautas da Apolo XI foram Edwin “Buzz” Aldrin e Michael Collins.
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ZÉ INÁCIO POR SINHÔ DE ZIZI


Zé Inácio  em foto tirada no final dos anos 1920.
Sinhô é um dos cidadãos mais importantes de Tiririca. Político de grande percepção, sempre teve um contato estreito com as camadas mais populares da nossa terra. Foi vereador e o primeiro vice-prefeito de Itiruçu no período 1977 a 1982 em que o prefeito era Antonio Machadão. Intelectual, estudou e se formou no Ginásio Normal de Itiruçu, na turma pioneira de 1966.



Conhecido por “Sinhô de Zizi”, pois foi criado por dona Zizi, ele descreve o Major José Ignácio Pinto, patrono de Tiririca, em 2006. O texto a seguir é de Simone Nunes:


Para falar sobre a vida do primeiro político importante do município, Major José Ignácio Pinto, solicitamos ao Senhor Emmanoel de Oliveira e Silva (Sinhô), funcionário público, 70 anos, que muito gentilmente declarou:
- Zé Inácio, como era conhecido o Major, era português. Ele era líder nato. Era um político de visão, era um homem que tinha muita visão. Com todo atraso da época, ele só pensava no melhor para a população de Itiruçu.
- Ele se tornou popular por seu idealismo. Veio rapazinho novo, trabalhar com Guilherme Silva, um dos fundadores de Jaguaquara. Ele era caixeiro de Guilherme, que era um desbravador.
- Nisto surge a cultura do café, sendo a região de Toca da Onça (hoje Jaguaquara) terreno fértil para a agricultura do fumo e do café. Como já existia uma abertura de um povoado com o nome de Tiririca, criado por João Brandão que também era português e amigo de Guilherme Silva, começou a se instalar um pequeno comércio no povoado de Tiririca.
- Guilherme então instala uma casa de comércio no povoado e manda Zé Inácio para ser gerente. Assim, ele começou o sonho de criar o município de Itiruçu, enfrentando as maiores dificuldades da liderança de Jaguaquara.
- Mas ele contou com o apoio do Interventor Estadual Juraci Magalhães, que gostou da luta incessante de José Ignácio e deu todo apoio e criou a Vila de Itiruçu, e depois o Município, em 1935, sendo o seu primeiro intendente (ou Prefeito hoje).
- Como Prefeito, o Sr. José Ignácio cuidou de traçar os planos de cidade. Traçou toda a cidade em quarteirões, abriu ruas, praças; deu um aspecto à cidade e nunca parou de trabalhar. Deixou de ser prefeito, mas ficou com força absoluta, sendo uma liderança da Bahia.
- Ajudou a criar o Entroncamento de Jaguaquara, Lajedo do Tabocal, e foi um homem muito conhecido em toda a região. Embora português, foi um líder regional e, muito devemos a esse homem.. ele deixou muito boa impressão e exemplos a serem seguidos. Foi muito importante para o município e para a cultura daqui.

Na foto acima Sinhô, em 2006.
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PRESÉPIOS DE NATAL - PEQUENA

Viúva do professor Cid, Pequena deu um depoimento à Simone, em 2006, que preparou o texto abaixo para o Fazenda Tiririca:
Um dos presépios mais bonitos da cidade é o de Eulina Ribeiro Santos, conhecida como Dona Pequena, dona de casa, de 83 anos. É armado em sua residência (Rua Presidente Vargas). É feito com papel madeira, plantas, cascas, musgos. Coloca enfeites como: passarinhos, os Três Reis Magos, a estrela do oriente, os anjos, animais e muitos outros. Ela diz por que faz: “Quando ganhei um talho no dedo e ele tava entortando fiz uma promessa. Aí eu pedi a Deus Menino para curar, que eu nunca deixaria de armar. Só paro de fazer quando morrer. E já faço há muitos anos. A arrumação quem faz sou eu. E o resultado é um presépio que todo mundo gosta de ver e visitar”. Para ela, a importância de armar presépios é “porque gosto mesmo. Sinto muito prazer em fazer isso”.


Na foto acima este locutor que vos fala e Pequena e seu presépio em 2006.
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O ESTUDANTE (TIME DE FUTEBOL) - Dr. Vítor

O Estudante, era, por assim dizer, o time da elite. Afinal era formado pelos rapazes que estudavam no Ginásio de seu Zau. O time do povão era o Cruzeiro de Asterino.
No Estudante jogavam Raimundo Soares (Beloso), Almir Serra,  Gal Pires, Paulo Santos de Maracás, Sandoval Amaral, os irmãos Rode, João e Nequinha (filhos de Fortunato), e dentre outros, Dr. Vítor.
Dr. Vítor, peruano, agrônomo, era funcionário da ANCARBA. Jogava uma bola digna de um Rivelino, ali na meia cancha.
Houve um jogo do Estudante com um time do Colégio Central de Salvador. O Central trouxe na sua composição nada mais, nada menos que Esquetini, no gol; Dilermando e Zé Eduardo no ataque. Este pessoal todo se tornou profissional. Jogaram no E. C. Bahia e Zé Eduardo chegou a jogar no Flamengo do Rio.
Foi o melhor time que Tiririca viu jogar. O Central venceu de 4 a 1. O gol de honra do Estudante foi marcado por Dr. Vítor.


Dr. Vítor em 1966.

Dr. Vítor, em 2006, com Ademir Meira e Jacy, sua esposa, nas comemorações dos 40 anos do Ginásio Normal de Itiruçu.
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FUTEBOL DE TIRIRICA


Nos anos de 1960, Tiririca talvez tenha vivido os anos de ouro do seu futebol.

Em 1966 Rivaldo, genro de seu Batista criou a Liga de Futebol de Itiruçu que organizou um campeonato. O campo chamado de Estádio José Inácio Pinto, não era sequer murado. Mas nos domingos uma multidão invadia as laterais e era contida apenas pelos bandeirinhas. O mais notável de todos eles era Jonas Tarira. O juiz de maior conceito foi Toninho Magalhães, irmão de Carlito de Dona Xixi.



Os times que se inscreveram, se faltar algum me corrijam: Cruzeiro de Asterino, Estudante (time do Ginásio), Escolinha de Upabuçu, Flamengo de Jaime Boró, São Paulo de Mano, Star (de Entroncamento), Santana (da fazenda Santana).
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VIAGEM DA LAPA - ZÉ ROSENO


O maior destino para turismo do povo de Tiririca é sem dúvida o Santuário de Bom Jesus da Lapa.

Anualmente os nossos romeiros partem em lotações, em caminhões coberto por lonas, em viagem que duram mais de 12 horas até a cidade da Lapa. As estradas, na maioria das vezes em péssimas condições de tráfego não intimidam as famílias, que sem nenhum conforto, chegam ao destino para pagar as suas promessas e fazer as suas visitas aos pontos mais belos da cidade ribeirinha do Rio São Francisco.
Das viagens surgem, inevitavelmente, as boas histórias. Tipo a contada por Zé Roseno, antigo morador de Tiririca:

- Cheguei na Lapa e como sou bom de fazer amizade, fui logo procurando conversa com gente de outro lugar.


- Ia me apresentando:


- Prazer. Zé Roseno, seu criado. E pra minha surpresa o outro respondeu: “Que coincidência. Meu nome também é Zé Roseno.”


- Seu “minino”, passado os dois dias de romaria, contei na Lapa noventa e nove Zé Roseno. Comigo “inteirou” cem. Nunca vi tanto Zé Roseno junto.
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DIA DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO

Os agrônomos brasileiros comemoram hoje o seu dia. Tem muito a comemorar. O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo.
Um terço do PIB brasileiro vem do agronegócio.

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Depoimento de Pedrinho em 2006

Uma terra para evoluir necessita escrever a sua historia. E a história de um lugar é a história do seu povo. O Blog Fazenda Tiririca tem este objetivo, ser o veículo para se escrever a história do povo de Itiruçu.

Simone, minha irmã, teve a oportunidade de registrar depoimentos de muitas pessoas. A seguir um registro feito em 2006, com Pedrinho, prefeito por três vezes:


Pedrinho gostava de receber o povo em sua casa para conversasr

Um político bastante conhecido na nossa região é o Sr. Pedro Pimentel Ribeiro. Filho de Pedro Alves Ribeiro e Idelina Pimentel Ribeiro, Dona Moça, nasceu em 25 de junho de 1931, é aposentado, mora na Rua João Brandão, 223, tem primeiro grau completo e é conhecido como Pedrinho.

Conta-nos como se tornou tão popular:

- Vem desde os tempos de criança, quando brincava com amigos. Quando entrei na política me apelidaram de Pedro 70 e pegou. Minhas relações foram sempre passivas. Sempre procurei fazer o bem, nunca desejei mal a ninguém.

- Antes de ser político fui telegrafista. Posteriormente iniciei trabalhando na Coelba como eletricista e, em seguida, chefe da Coelba de Itiruçu. Fui uma vez vereador e prefeito por três vezes.

- Minha origem como figura popular foi o amor à política e às causas públicas, dos necessitados, a vontade de ver meu município crescer. São várias as obras e, uma das mais importantes foi à construção do Hospital e a ampliação, Colégio no povoado de Upabuçu, Colégio Luiz Eduardo, Tancredo Neves, Posto de INSS, Setor de Merenda Gerson Souza, construção do Mercado Municipal, 75% do calçamento de toda a cidade, entre outros.
Sobre o universo da criança e do adolescente, Pedrinho diz:

- Seguimos o programa do Governo Federal, teremos famílias amparadas e ter uma ajuda educacional para essas crianças.

E finaliza, falando sobre a importância de suas atividades:

- Sinto muito orgulho de ter contribuído para que meu município tivesse dias melhores. Eu ajudei a crescer 65% do município.

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sábado, 10 de outubro de 2009

VALDEQUE E ZÉ BONFIM


Zé Bonfim era prefeito e Valdeque Almeida seu candidato a sucedê-lo, em 1962. Mas quem ganhou foi Josias Duarte Santos candidato da oposição (PSD).

A pose daqui se deu na Bahia. Assim o povo de Tiririca se referia à Capital do Estado: “Bahia”, nunca Salvador.
- Fulano vai pra Bahia.
- Sicrano chega hoje da Bahia.


Adélcio Meira lembra as campanhas políticas de antigamente:
- Passavam os caminhões lotados de eleitores nos dias de comícios, com gritos bem altos, quase histéricos:
- “É Zé Bonfim!”, “É Zé Bonfim!”, ou, da outra banda:
- “Osório!”, “Osório!”.
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

VAMOS APLAUDIR

VAMOS APLAUDIR ANO DE 1962
O nascimento do Ginásio Normal de Itiruçu
E aqueles bravos cidadãos que pensaram no futuro:



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PEDRA FUNDAMENTAL





1962 foi fundamental

Foi o ano da Pedra Fundamental.
Foi Fundamental para educação de Itiruçu
A iniciativa de Zau foi Fundamental
A iniciativa de Gracil foi Fundamental
A Pedra Fundamental foi FENOMENAL
Fenomenal foi o GINASIO NORMAL
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JAIME BORÓ


O elegante Jaime Boró, foi um dos maiores técnicos de futebol de Tiririca.
Não teve as glórias de Asterino.
Mas os seus times deixaram marcas no nosso viril esporte bretão.
O Flamengo que disputou o campeonato de 1966, organizado por Rivaldo, genro de seu Batista.
Outro time dele muito famoso foi o Palmeiras. Como as camisas eram um pouco desbotada, a galera apelidou-o (o Palmeiras) de "cagado de abacate".
O maior craque revelado por Jaime Boró foi Tico de Procópio. Outro craque da sua lavra foi Jaime de Durvalino, um pouco mascarado mas batia uma bola redondinha.
Jaime Boró também é barbeiro e cabelereiro. Sua tenda tem uma imensa e fiel clientela.

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MICARETAS DE ANTIGAMENTE

ENTREVISTA DE SILVÉRIO FERNANDES À REPORTER DESTE BLOG, SIMONE NUNES (MINHA IRMÃ), EM SETEMBRO DE 2006

Uma festa muito famosa em nosso município era a MICARETA e quem fala sobre ela é Silvério Fernandes dos Santos, aposentado, 86 anos.

- Acontecia nas ruas e praça. Nós alugava uma casa grande com um salão para acontecer os ensaios e três dias de baile. O trajeto era Rua da Lancha, Presidente, a Praça onde hoje existe o Centro Cultural (Praça Vivaldo Bastos). Não lembro nem quando começou - só me lembro que foi Pedrinho que acabou com o micareta de Itiruçu logo quando foi Prefeito.

- Eu era moleque, ainda morava na roça. Agora, eu comecei quando eu tinha a idade de 18 anos. Quem começou foi um indivíduo chamado pelo apelido de ‘Breguela’ (Antonio) e quem continuou foi Artur Padeiro (pai de Cute).

- Todos os anos tinha, o povo gostava de festa. Em época de política, pegava fogo. Os políticos davam dinheiro para os Cordões, a disputa aumentava. Tinha os Cordões da UDN e PSD. Tinha as porta-estandarte que disputava para ver quem era que ganhava.

- As músicas era aquelas antigas, como: ‘os teus cabelo não nega mulata’. Tinha marcha, samba. Os instrumento que usava era trompete, saxofone, pandeiro. Nesse caso, eu só puxava o Cordão, não podia bater o pandeiro. Tinha tambores também.

- Fazia uma roda com um cavalheiro e uma dama no meio dançando e sapateando e ia percorrendo as ruas.

- As fantasias eram coloridas, mas nós nunca ‘apegava’ à cores, sempre mudava de ano para ano. - No Cordão não tinha máscaras, mas a negrada fazia seus grupos, todos encaretados.

- As estandartes eram as moças que ficavam defronte pro Cordão, dando destaque ao Cordão, sambando. Todos acompanhavam e iam no coice do Cordão.

- Na época tinha Mané de Castro que saía com uma cuíca e pandeiro, marchando com as crianças e adolescentes, todas fantasiadas com fantasia de papel. Agora, separado do Cordão, que só tinha adultos. Naquela época tinha separação: onde adulto tava, criança não ficava, pois era perigoso ser pisada. Hoje é que ninguém liga mais pra isso, mistura tudo.

E Seu Silvério finaliza dizendo, muito saudosista:
- Eu já fui tesoureiro e fiscal de salão (pra ninguém ficar ‘se mordendo’ em pleno salão).

- O micareta era um divertimento para as pessoas. Pena que acabou. Acho que deveria voltar, não como os de hoje, com trios, e sim iguais os de antigamente.


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FRASE DO ANO

Esta foi enviada por Beto Werneck, bem dentro do espírito folgado do brasileiro:

"Já que tem Copa em 2014 e Olimpíadas em 2016,.... a gente bem que podia enforcar 2015."
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terça-feira, 6 de outubro de 2009

MICARETA EM TIRIRICA!




Festança animada!
Democrática como o carnaval em todo o Brasil.
Mas, vá lá. Tinha bailes para as mais variadas classes. Este animadíssimo era no Clube.
A foto mostra a folia dos foliões (gosto de redundância).
Recorro a vós, Itiruçuenses espalhados pelo mundo, para identificar os envolvidos neste flagrante. Um ótimo joguinho, que fazemos em família, na frente de um álbum de fotos antigas. Descobrir quem é quem.
Boa diversão!

























TERNO DOS SANTOS REIS

Minha irmã Simone Nunes é uma garimpeira das manifestações culturais, folclóricas, políticas, educacionais, religiosas e outras que formam a história de Tiririca. Tem um baú cheio de preciosidades e, forneceu algumas, para que eu passasse, em forma de conta-gotas, ao distinto e sedento público.

Como o Natal vem chegando, um texto com o tema.
Experimentem:


Os Ternos de Reis apresentam-se em ruas e praças, visitando lares no período de Natal, Ano Novo e Dia de Reis. Aqui em Itiruçu temos alguns grupos que, apesar das dificuldades, ainda se apresentam neste período. É uma tradição bonita, que dá prazer de ouvir, nos remetendo à infância, a um tempo em que Papai Noel colocava presente nos sapatos enfeitados de flores... E no dia seguinte as crianças iam para os passeios, para o jardim, brincar e mostrar suas bonecas, seus carrinhos aos amigos... Faz-nos relembrar de um tempo de paz, numa Itiruçu ainda pequena, mas feliz.


1. Responsável por um grupo de Terno de Reis composto por oito homens acima de 40 anos, o Sr. Leandro Evangelista de Morais, aposentado, tem 75 anos. Desde 1999 sai de casa em casa cantando músicas de Santos Reis com bumbo, tambor, gaitas, triângulos, pandeiros e matraca. Todos se vestem iguais, com chapéus de palha enfeitados.


O Senhor Leandro conta: “Quando eu era novo, eu vadiava com meu pai. Eu comecei a sonhar com terno e no meu sonho me mandaram rezar em seis presépios; sem querer nada, e apareceu uma pessoa que ofereceu caixinha e a partir daí começou o Terno. O nome do grupo é Terno: Viva Meu Santo Reis. É uma manifestação para visitar toda a população, que anima muito, principalmente as crianças’. No grupo bate a matraca. Disse ser importante esta manifestação, pois “impõe respeito ao que sinto e tenho o carinho de todos”.







2. Um outro Terno de Reis é formado por nove componentes, sendo o Sr. Manoel Francisco Lima, conhecido como Seu Lé, aposentado, com 68 anos, um dos responsáveis. Tem sete anos de fundado. O trabalho é desenvolvido por “uma turma de amigos que sai para cantar. Antigamente tinha um casal que saía, aí eu saí com eles, ‘dispois’ de muitos anos eles morreram. Aí tinha um colega que me chamou para fazer um Terno, aí até hoje estamos brincando. Saímos dia de Natal, Ano Novo e encerra em Dia de Reis, 6 de janeiro. Fazemos isso porque gosto. Não temos apoio, mais temos vontade de sair, ir para outras cidades para fazermos apresentação, mas para isso acontecer tem que ter alguém pra dá apoio, só que não temos oportunidade, precisamos de pessoas que se disponha pagar tudo.”



Texto escrito em 2006.



Se algum dos preclaros ouvintes dispuser de uma foto dos Ternos de Reis de Itiruçu, mande para publicação através do fazendatiririca@gmail.com .

sábado, 3 de outubro de 2009

THE JET’S





Os boys de Liverpool tinham os Beatles, nós de Tiririca tínhamos os Jet´s.
Tocou em todas as cidades vizinhas, para uma juventude que curtia rock dos bão.
Almir Serra na guitarra base e Orlando (de seu Juquinha) no contrabaixo eletrônico convidaram de Jequié, Joceli para a guitarra solo e Black Charles para a Bateria.
Os equipamentos foram adquiridos na casa Hofmann (favor confirmar isto), no Terreiro de Jesus em Salvador. Seu Zau foi o avalista. Foram pagos em suaves prestações. Teles, (quem me contou foi Lola), era o cobrador de Hofmann. Findo a cobrança tornou-se morador de Tiririca e hoje, funcionário da Prefeitura, toma conta do Ginásio de Esportes.
O nosso clube, a Sociedade Lítero e Recreativa de Itiruçu, nos anos 1970 era o altar do nosso grupo (onde foi feita a foto, provavelmente, com o fotógrafo oficial de Itiruçu: Paulo Borges).
Em uma torneé em Salvador, em 1972, apresentaram-se na TV Itapoan, TV Aratu, Cabana da Barra e Flamenguinho (Periperi), tudo “empresariado” por seu Zau.
Netinho queria reuni-los novamente para apresentações na Bahia. Neste caso teria que encontrar um substituto para Joceli que viajou para outras instâncias “fora do combinado”, conforme diz Rolando Boldrin.
Como coadjuvantes, que não estão na foto, tinham Tadeu (de Esmeraldo Brandão) e Dário. Este era canadense que fazia parte do Corpo da Paz, dos Estados Unidos. Faziam percussão.
The Jet´s eram bons, particularmente, interpretando os sucessos de Santana, tipo Ewil Ways,  o que eu  mais gostava.

 



PRA QUE LADO O PATI FICA?

Esta é uma pergunta histórica.



Talvez por ser pouca povoada, esta região que fica na parte meridional de Tiririca e divisa com Jequié, é pouca conhecida e visitada. Tem terras férteis e produzia muita manga. Manga espada e manga comum (lembram-se desta?). Hoje só se encontra manga tipo exportação.
Meu avô Jovino Gomes tinha lá a Fazenda Poço Redondo e produzia café. Minha avó Ricardina gostava de ir lá, pela facilidade da proximidade. Eu a acompanhava e íamos de pé.
Hoje os ocupantes da Região são Tico Brandão, Dodô Teixeira, Leonídio Júnior, Vavá de Nestor.


Terra boa tá ali.

PERSONALIDADE: LUIZ GOMES

Pessoa fina. Todos gostavam dele.
O seu gato de estimação, Custódio, foi lançado candidato a vereador. A atitude provocou protestos da por parte da comunidade política profissional.

Luiz, como se diz, nem “tchum!”. Com seus amigos, manteve a candidatura do bichano.

Entretanto, num caso suspeitíssimo, Custódio foi encontrado morto dentro da caixa d’água. Alega a corrente “custodista” que foi um assassinato, obra dos políticos, que não se conformavam com incômoda concorrência.

E assim, Tiririca não pode avaliar, nas urnas, o desempenho de Custódio, o gato de estimação de Luiz Gomes.
E Custódio, empolgado com a situação, tinha até deixado de caçar ratos e só queria dormir e comer (comidinha no prato, claro: leite, etc. tal).